Eu adoro os seus comentários!!!
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Enquanto isto no Facebook...
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Animais: seres muito especiais!
Ontem foi o DIA DOS ANIMAIS. Não pude postar, mas eles estão no meu coração e no meu pensamento todos os dias.
Quanto mais conheço o mundo animal, mais me encanto e me sinto um ser comum.
Os animais são incríveis, maravilhosos, generosos e companheiros. São organizados, verdadeiros, espontâneos e muito inteligentes.
Desde bem pequena, os animais me chamam à atenção. Minha mãe tinha o hábito, que era muito comum na época, de torcer o pescoço de frangos para almoços especiais em família. Hoje, muitas crianças ainda acham que frango vem do supermercado. Muitas não fazem relação com o ser vivo. Outras nunca viram um frango vivo.
Eu ficava chocada com a brutalidade de torcer o pescoço de um ser vivo e pendurá-lo na cerca. Água quente para tirar as penas e então hora de esquartejá-lo e temperá-lo para cozer.
Um dia, eu disse à minha mãe:
-Se eu casar um dia, vou ter que fazer isso? Então não quero me casar...
Nunca comi carnes e derivados com prazer. Sempre questionava, mas... como todos comiam naturalmente ao meu redor, eu comia porque me achava sem saída.
Muitos anos depois, me casei pela segunda vez com um marido que adoooooora carnes e derivados. Mas chegou um dia que comecei a me sentir mal ao consumir animais. Primeiro deixei de comer carnes vermelhas e depois, brancas. O último foi o peixe. A vida é especial demais para ser exterminada, saboreada como se fosse natural e necessária.
Sou vegetariana há uns 10 ou 11 anos e nunca fiquei anêmica. E vamos combinar que não me preocupo com substituições por causa da proteína...
Acredito que os animais são todos iguais. E a vida de cada um, seja o animal que for, deve ser respeitada. Quando Deus fez o mundo nos proporcionou através da terra tudo o que necessitamos para nos alimentar e termos saúde. Só não enxerga isso quem não quer. Fato!
E como se não bastasse, ainda convivemos com outros tipos de crueldade com os animais: testes em laboratório, maus tratos, escravização etc.
Como o ser humano precisa evoluir. Não me acho superior a ninguém por isso, mas acho simplesmente desnecessário. Meu amor e respeito pelos animais é muito maior do que qualquer prazer à mesa.
Peço a São Francisco de Assis que proteja nossos queridos animais sempre e que ilumine a mente dos seres humanos para que eles possam enxergar o quanto também é especial a vida de um animal. Um ser que não faz mal a ninguém. Pelo contrário, só dá amor.
Às vezes, acho que deveria ter nascido um bicho. Talvez uma ave para voar bem alto. Em algumas ocasiões, discordo tanto de certas atitudes, justificativas e discursos dos humanos que parece que estou num corpo errado.
Se há algo do qual tenho plena convicção é de que serei vegetariana até morrer. E quem sabe, eu consiga evoluir mais um pouco e me tornar vegana. Costumo evitar artigos de origem animal, tipo artigos de couro, de pele etc. Mas como ovos, queijo etc. A vida social fica bem complicada muitas vezes por ser vegetariana. Não por mim, mas pelos outros. É chato ter que ficar explicando o que para mim atualmente é tão óbvio: amo e respeito os animais. Por isso, não os como!
Muitos perguntam:
- Mas o que tu comes?
- Todo o restante que a terra nos oferece entre outros.. E olha que é uma infinidade tentadora.
Que um dia em breve, todos os animais sejam respeitados e possam viver livres e em paz como eles merecem.
Sônia Silvino
segunda-feira, 13 de maio de 2013
FIM DA EXPLORAÇÃO ANIMAL?
FIM da EXPLORAÇÃO ANIMAL - com o que e com quem estamos lidando
Vocês já deram conta do que está envolvido quando lidamos com a questão do FIM da Exploração Animal?
Do tamanho e da extensão das áreas que afetamos diretamente e de forma negativa com nossas postagens e esforço permanente de conscientização? Do impacto de imensas perdas financeiras que juntos somos capazes de produzir? De que porque somos o alvo da censura, não apenas no Facebook, mas somos igualmente taxados de termos como "eco-terroristas" __ou simplesmente como "terroristas" __ e perseguidos constantemente por agentes de cerceamento como o FBI?
Para quem ainda não sabe, depois da proclamada e incentivada (fabricada?) "ameaça islâmica", os defensores dos direitos animais são o segundo grupo na lista dos "procurados" do FBI.
Do quanto a concretização do ABOLICIONISMO ANIMAL afetaria diretamente todas as indústrias e corporações mundiais?
Do quanto a concretização do que desejamos __ que podemos amplamente chamar de o reconhecimento e materialização dos DIREITOS da NATUREZA __ abalaria e faria ruir todo um sistema de ganho e de lucros bilionários predatórios de todo o planeta e seus habitantes, animais humanos inclusive?
A maioria de nós sequer parou para considerar a sério esta questão.
A maioria de nós sequer entende o porquê de tantas dificuldades, censuras e cerceamentos à nossa liberdade de expressão, mesmo quando PARECE que não estamos falando de "política"?.
Realmente não estamos tratando de "política" no seu sentido estrito.
Não de eleições, partidos, candidatos, ou nada que diga respeito aos processos eleitorais, pelos quais IMAGINAMOS ainda que temos direito de escolha sobre quem nos governa e controla.
Mesmo porque, os mais informados hoje sabem bem de sobra que hoje o que temos à nossa disposição é uma FARSA, mesmo que os tais processos eleitorais não sejam fraudados, e tenhamos assim uma suposta "democracia", que se resume a um governo escolhido pela maioria do povo.
Tomemos, como exemplo, a suposta democracia americana.
Você REALMENTE ACHA que os partidos republicano e democrata são diferentes assim? Que, ao colocarmos indicações de nossas preferências nas urnas, veremos governantes eleitos escolhendo que ipo de medidas serão adotadas?
ENGANO SEU.
Obama é um excelente exemplo disto, do presidente castrado pelas corporações. Admitamos, para efeito de argumentação, que antes de ser eleito para seu primeiro mandato, ele "tinha realmente boas intenções" ....
Dizia-se vegano, preocupado com os direitos humanos, preocupado com a chacina das focas no Canadá e a matança de baleias pelo Japão. Dizia-se, porque tudo que "sua administração produziu" foi exatamente o oposto: além de não ter cumprido nenhuma destas promessas, os atentados às liberdades civis, ao direito de livre expressão só diminuíram.
Os EUA são hoje claramente um Estado paranóico e perseguidor, com "escutas" e câmaras em cada esquina.
Big Brother nunca esteve tão rechonchudo e equipado! ... permitiu a volta do abate de cavalos para efeito de "alimentação", com a estarrecedora e agravante notícia recente de que até mustangs selvagens serão abatidos para a mesma finalidade, para o que contam com o aliciamento de indígenas corruptos.
Os "manejamentos" de mustangs para outras áreas, através de hediondos "rodeios aéreos" tem causado há tempos incontáveis morte destes animais.
E para quê?
Para a expansão da especulação imobiliária e tomada pelo homem de suas áreas de habitação. O mesmo valendo para o que chamam de "wild burros", ou burros selvagens.
Os lobos levados à extinção deliberadamente, em função dos interesses dos pecuaristas, que os consideram uma ameça à sua "indústria genocida".
Começamos a entender um pouco melhor a questão: estamos falando de pecuaristas e de especuladores da construção imobiliária, que destroem inapelavelmente o meio ambiente e o habitat destes animais, a título de ganho financeiro a qualquer preço.
Mas estes podem ser considerados até "como criancinhas inocentes", uma vez que seus propósitos são claros, bem como o que estão dispostos a nos fazer todos perder.
Isto sem falar no Holocausto de incontáveis bilhões de animais, seja o que consideram como "gado" e sua "propriedade", seja os animais selvagens, em vias de extinção nos quatro cantos do globo.
Acrescente-se a isso os "empresários da mineração".
Disto temos bons exemplo também aqui no Brasil: Belo Monte é o melhor deles.
Sacrifica-se uma imensa e irrecuperável área de biodiversidade e promove-se inclusive o genocídio indígena __ sem sequer mencionar a extinção de espécies nativas e únicas de nossa flora e fauna __ em "nome do progresso" e da fabricada "necessidade de geração de energia", que poderia perfeitamente ser obtida de forma limpa, não destrutiva, como é o caso da energia solar e eólica.
Recentemente quiseram "esburacar" o Grand Canyon para mineração.
Daquele vez não conseguiram: o americano reagiu!
Toda a matriz dos rios que abastecem de água potável a América do Norte, no Canadá, vem sendo objeto da cobiça das empresas de mineração.
Água, para quê?
Porque a humanidade, o homem e os animais teriam direito a ela?
Lembre-se que a Coca Cola e a Nestlé vem COMPRANDO recursos de água potável em todo o planeta, que passarão a lhes pertencer "por direito de aquisição", enquanto incontáveis milhões de pessoas morrem de sede.
Agora o CARTEL PETRO-QUÍMICO, o mesmo que possui também as grandes corporações FARMACÉUTICAS.
Porque não tratar os oceanos "como uma fonte de ganho", mesmo que às custas da devastação dos mares e de sua poluição, tornando-os impróprios à sustentação da vida marinha?
Porque deixariam os cartéis farmacêuticos de "experimentar em animais" se isto os livra, pelas regras imundas que hoje prevalecem, de possíveis processos legais, mesmo SABENDO-SE hoje __ não apenas dos aspectos éticos dos direitos dos animais assassinados __ que este modelo NUNCA nos conduzirá à efetiva cura das doenças humanas que ainda nos matam aos MILHÕES e MILHÕES?
Porque abririam mão de "remédios" que prolongam a vida dos doentes ao invés de curá-las se isto rende BILHÕES?
Porque agir contra o tráfico do marfim, dos chifres de rinocerontes, da venda de órgãos e ossos de felinos, se com isto a China ganha muito dinheiro, ao mesmo tempo em que é tão temida pelo Ocidente, que dela passou a depender majoritariamente, enquanto ao mesmo tempo "empresários" exploram sua mão de obra escrava para ter mais lucro?
Porque se opor frontalmente ao Japão e as atrocidades que comete com baleias e golfinhos , se ele "é uma base estratégica do ocidente" naquela região?
Porque se opor ao Canadá e às atrocidades que comete, se as economias hoje estão tão fortemente interdependentes?
Que se fodam as focas, os ursos polares e todo o Ártico!
"Eu quero é ganhar dinheiro e controlar o mundo!"
Porque a União Européia é hoje a grande ameaça nazista de controle mundial?
Você já parou para pensar como ela hoje dita as regras da Europa, enquanto subsidia crimes contra a vida de incontáveis milhares de animais, como é o caso das touradas?
CIRCO para vocês.
O pão para mim, diz a Alemanha, sede das grandes corporações como a Bayer.
Porque parar de criar animais no Holocausto mais insensato e hediondo de que se tem notícia se ele dá lucro?
"Porque deveríamos pensar na fome no mundo ou no aquecimento global, como resultado desta nossa empreitada genocida", perguntam-se os pecuaristas?
Porque pensar nas áreas que deveriam ser preservadas, para que todos tenhamos água, ar puro e verde suficiente para a VIDA, "se podemos plantar soja transgênica para o "gado" que nossos "amigos pecuaristas" produzem e assassinam aos bilhões"?, perguntam-se os reis do agronegócio e falsos agricultores.
Acresça-a isto os bancos, as bolsas de valores e todos aqueles que vivem da PURA ESPECULAÇÃO FINANCEIRA, nada produzindo a não ser miséria para os demais.
Porque ainda dependemos de petróleo e guerras são mantidas nestas regiões, se teríamos a possibilidade de outros recursos a título de combustível?
Porque as fábricas de armamentos de guerra dão tanto lucro e "fortalecem as economias" em recessão?
Porque é hoje sabido que o Vaticano __ seu Banco do Vaticano __ é forte investidor nas indústrias de armamentos?
Porque incentivar e financiar "visitas papais" em um sociedade afundada no caos da saúde e da educação, ao invés de reorientar estes recursos para algo que de fato nos beneficiasse a todos?
Porque ter uma imprensa livre, ao invés de pressionar __ como se fosse necessário __ a Rede Globo, às vésperas da renovação da concessão de uso pelo atual governo brasileiro?
Gente: foi tudo VENDIDO: midia, governos, UE, ONU etc. aos interesses das grandes corporações.
Você, eu, os animais, a natureza, somos peões escravos, servidos junto no mesmo "contrato". ACORDA, MUNDO!
É CLARO que quando começamos a ameaçar efetivamente estes LUCROS ESPÚRIOS, com a nossa voz, as informações que trazemos, os boicotes que promovemos contra certas empresas e seus produtos, quando começamos a exercitar nosso direito de escolha e a rever nossa forma de alimentação, produtos que escolhemos usar, o que vestimos e que tipo de "circo" frequentamos ESTAMOS AMEAÇANDO os "DONOS do MUNDO".
Ele nos querem bem plantados e dopados em frente a uma TV, onde nos programampara o consumo, bem como no que e como pensar.
E HAJA FUTEBOL para isso!
Norah André
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Até quando?
Não tenha receio de assistir ao vídeo: não se omita! Encare a triste realidade.
Seres humanos: racionais? Não me parece! Até quando os animais passarão por isso?
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Leitura especial para quem ama e respeita os animais:
Gaúchos amam e maltratam animais - Maria de Nazareth Agra Hassen*
É bem verdade que no resto do Brasil não é muito diferente. Em toda parte do país, os mais básicos direitos animais são desrespeitados, enquanto a consciência sobre a existência dos mesmos não avança como em outros lugares. A região da Catalunha (Espanha) recentemente viu aprovada a lei que abolirá do seu território as tradicionais touradas. O conceito de tradição é frequentemente evocado para garantir espetáculos como rodeios, corridas e provas em que animais são subjugados na sua vontade para garantir diversão a participantes. Ora, tradição alguma é imutável, sendo, para Montesquieu, a ignorância a mãe de todas as tradições. Para o músico Ravel, a tradição seria a personalidade dos imbecis. A tradição tem sua origem na necessidade de se manter um nexo entre as gerações. Hoje, este nexo é mantido pela cultura acumulada e seus infindáveis meios de divulgação e reprodução. O entendimento vigente sobre tradição é que devemos rechaçar toda a tradição que se oponha aos direitos básicos dos atingidos e por isso não aceitamos mutilação genital feminina, apedrejamento por adultério, legítima defesa da honra como argumento a favor de assassinos. Sempre que nos contrapomos a práticas que um dia foram consideradas naturais, expandimos nossos horizontes morais. E isso é tanto mais difícil quando implica mudança em hábitos e comportamentos.
Em relação aos animais, o que se chama tradição, em grande parte das vezes, são negócios, que se apóiam em tal argumento. Por trás do espetáculo, estão os interesses econômicos apoiados na fragilidade reflexiva e argumentativa da população.
Por mais que ativistas dos direitos animais tentem levar uma nova consciência ambiental e uma nova moral que expande aos demais seres sencientes noções de direitos, ainda é o negócio que prevalece. Se a maioria de nós rejeita touradas, farra do boi, rinhas de galo, se ficamos chocados com o contrabando de animais silvestres, se nos indignamos com o crime de arrastar uma cadela presa ao pára-choque de um automóvel, não fazemos o mesmo com o embarque de gado vivo que viaja mais de 30 dias em navio-curral de seis andares, comprimidos e submetidos às piores condições, não fazemos o mesmo com os rodeios, não nos importamos com o estresse e a condição de coisas e mercadorias dos animais da Expointer e não nos chocamos que o Centro Histórico se transforme numa imensa churrasqueira nos dias de acampamento farroupilha. A alguns animais, compaixão, cuidados e proteção; a outros, confinamento e morte.
No nosso atual estágio civilizatório frequentemente apelamos nos nossos juízos de valor para a noção de inocência, a ausência de culpa. De todos os seres que devem ser poupados de injustiça e sofrimento, elegemos como prioritários os inocentes. Um ato que causa dor e morte, um latrocínio, por exemplo, nos choca mais quando tem como vítima quem nunca provavelmente desejou ou fez mal a outros, o que configura um inocente. Se adotarmos a inocência como parâmetro, o que pensaríamos dos animais, incapazes de qualquer projeto de maldade?
Outro conceito, a senciência, noção que nos une a outras espécies animais, diz respeito à capacidade de sofrer ou sentir prazer. Daí Jeremy Bentham, jurista fundador da escola reformista utilitarista, ter afirmado: A questão não se refere a se eles são capazes de raciocinar ou falar, mas sim se eles são capazes de sofrer.
Já que cães, golfinhos, bichos-preguiça, ursos-panda apresentam as mesmas capacidades da senciência e de inocência que porcos, galinhas, ovelhas e bois, onde, afinal, residiria a diferença de tratamento que lhes dispensamos? Por que protegemos, respeitamos, mimamos alguns animais e a outros, mesmo existindo alternativas alimentares saudáveis, dispensamos o pior dos tratamentos ao fim dos quais lhes reservamos a morte? Por que a uns tentamos garantir reservas ambientais e a outros submetemos a exposições, provas de velocidade e resistência, para diversão?
É de lamentar que o Rio Grande do Sul ainda não se proponha a reverter a realidade dos seus conterrâneos, os quais oprime e mata, mesmo sendo inocentes e mesmo sem haver qualquer necessidade.
________________________
*Doutor em Educação, mestre em Antropologia Social e graduada em Filosofia, integrante do Grupo pela Abolição do Especismo
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Justificando o injustificável!

Nas discussões sobre direitos animais, a questão da predação é geralmente abordada tanto como uma racionalização da nossa matança dos animais ou como base para uma objeção redutio ad absurdum (“mostrando a que tolice isso pode conduzir”) à reivindicação de que nós somos moralmente obrigados a diminuir o sofrimento animal evitável e injustificado. A racionalização toma a forma “já que eles predam uns aos outros, nós estamos moralmente justificados a predá-los”.
Leia tudo em:
http://www.pensataanimal.net/
sábado, 12 de junho de 2010
VITELA: um crime hediondo!
12/06/2010
VITELA: UM CRIME HEDIONDO, OU, PORQUE “MILK IS MURDER”* - Paula Brügger
"O homem moderno toma o Ser em sua inteireza como matéria-prima
para a produção e submete a inteireza do mundo-objeto
à varredura e à ordem da produção".
Martin Heidegger
Segundo Paul Kingsnorth (2001), a produção industrial de leite é uma das indústrias mais tristes. Quanto mais leite e laticínios são consumidos mais as vacas são tratadas como máquinas de produzir leite para seres humanos. De acordo com o grupo PETA (People for the Ethical Treatment of Animals), cerca de metade das vacas americanas vive em fazendas de produção intensiva. Passam suas vidas em alojamentos de concreto, ligadas a máquinas de ordenhar que, não raro, lhes dão choques elétricos. Mastite e infecções bacterianas, comuns em regimes intensivos, freqüentemente deixam resíduos de pus no leite que produzem. Devido à alta demanda por leite, as vacas de hoje produzem o dobro do que produziam há 30 anos e até 100 vezes mais do que produziriam no estado natural. As vacas da década de 1990 viviam apenas cerca de 5 anos, em contraste com os 20 a 25 anos de vida de 50 anos atrás. São entupidas com drogas e químicos para prevenir doenças e aumentar sua produtividade, incluindo o famoso hormônio de crescimento bovino. Os bezerros que são obrigadas a parir regularmente - para estimular a produção de leite - são separados delas em 24 horas. Não tomarão seu leite e serão vendidos como carne. Em 60 dias as vacas serão engravidadas de novo, diz Kingsnorth.
Peter Singer (2002) afirma que a indústria de produção de vitela é a atividade rural intensiva mais repugnante do ponto de vista moral. O termo vitela era reservado aos bezerrinhos abatidos antes do desmame. A carne desses animais muito jovens (macia e pálida porque não comem capim) provinha dos animais indesejados, do sexo masculino, descartados pela indústria leiteira.Um ou dois dias depois do nascimento eles eram levados para o mercado onde, famintos e assustados pelo ambiente estranho e pela ausência das mães, eram vendidos ao matadouro. Na década de 1950 produtores holandeses encontraram uma forma de fazê-los atingir cerca de 200kg (em vez de cerca de 50kg que pesam os recém-nascidos) sem que sua carne se tornasse vermelha ou menos macia. Para isso os animais passaram a viver em condições extremamente antinaturais, confinados em baias de cerca de 56cm x 137cm. Quando peq uenos, são acorrentados pelo pescoço para evitar que se virem. O compartimento não tem palha ou qualquer outro tipo de forro onde deitar-se (pois os animais poderiam comê-lo, comprometendo a cor da carne). Sua dieta é líquida, baseada em leite em pó desnatado, vitaminas, sais minerais e medicações que promovem o crescimento. Assim vivem durante cerca de quatro meses, até o abate. Nessa vida miserável, mal podem deitar-se ou levantar-se. Tampouco podem virar-se. Os bezerrinhos sentem uma falta imensa de suas mães. Também sentem falta de alguma coisa para sugar, uma necessidade tão forte quanto nos bebês humanos: quando se oferece um dedo ao bezerro ele começa a chupá-lo como um bebê humano faz com seus polegares. Entretanto, desde o primeiro dia de confinamento, bebem sua refeição líquida num balde de plástico. Distúrbios estomacais e digestivos são comuns e também a diarréia crônica. O bezerro é mantido anêmico. A carne rosa, pálida, considerada uma iguaria, é na verdade uma carne anêmica. Para que cresçam rapidamente a maioria é deixada sem água, pois isso aumenta o consumo de seu substituto lácteo. A monotonia é outra fonte de sofrimento. Para reduzir a agitação dos bezerros entediados, muitos produtores os deixam no escuro. Assim, os bezerros já carentes de afeição, atividade e estimulação que sua natureza requer, vêem-se privados do contato visual com outros também. Os bezerrinhos mantidos nesse regime são muito infelizes e pouco saudáveis. Isso é o que aconteceu com o seu jantar no tempo em que ele ainda era um animal, diz Singer.
E a vitela no Brasil, como é produzida?
Ainda que nem todas as etapas descritas por Singer e Kingsnorth estejam sempre presentes, a indústria de laticínios e da vitela é marcada pela violação dos corpos das vacas (que são forçadas a engravidar continuamente); pelo seqüestro de seu bebê e o roubo de seu alimento; pela tortura em cativeiro (quando há confinamento do bezerro); e pelo assassinato (já que se trata de morte desnecessária, movida por motivos hedonistas e portanto torpes). O correto, do ponto de vista ético, é a total abolição do consumo de leite e seus derivados.
Porque somos veganos: a história de Bento, um bebê holandês
No dia 13 de abril deste ano, um colega nosso do Tai Chi Chuan ficou hospedado numa pousada na Serra Catarinense e, na manhã seguinte, durante o café da manhã, soube que seus proprietários iriam sacrificar um bezerro que nascera naquela madrugada porque "não compensava" criá-lo. Segundo nosso colega, os proprietários são criadores de gado holandês para leite. Fazem inseminação artificial quando querem que as vacas fiquem prenhas, mas interessam-lhes apenas as fêmeas, claro. Surpreso, e com dó do recém-nascido, nosso colega perguntou aos donos da pousada se eles lhe dariam o bezerrinho de presente. A resposta foi "sim", mas desde que ele o tirasse dali o mais rapidamente possível, pois "dá muito trabalho cuidar desses pequenos". Nosso amigo teve, então, que procurar alguém para cuidar do bezerrinho nos primeiros 60 dias, pelo menos, ainda que com leite em pó, já que o bebê ficaria sem sua mãe. "Pensei em chamá-lo de ´Quase´, visto que ficou vivo por um triz. Depois, pensei em ´Salvado´ ou ´Divino´. Mas, como a comunidade é muito religiosa, preferi ´aliviar´ na nomenclatura e, assim, entra para a história, o Bento (foto nesta página), um sobrevivente na Serra Catarinense", finalizou nosso colega.
Precisamos de leite?
Não. Isso torna o drama de Bento e sua mãe algo ainda mais incompreensível, para não dizer intolerável. Pior, o consumo de leite está associado a diversos problemas de saúde como manifestações alérgicas (rinite, bronquite), além de provocar prisão de ventre, flatulência e outros distúrbios. Isso se deve sobretudo ao fato de muitas pessoas terem intolerância à lactose e, também, à dificuldade de metabolizar algumas proteínas presentes no leite, seja devido à sua elevada concentração (caseína), seja pela própria natureza da proteína (beta-lactoglobulina). Há ainda muita controvérsia no que tange à confiabilidade do leite como fonte segura de cálcio, envolvendo questões relacionadas ao seu balanço/biodisponibilidade1. Existem muitos mitos relacionados à necessidade de consumir itens de origem animal que não têm fundamento científi co. Infelizmente, não são poucos os profissionais da área da saúde que perpetuam tais mitos e nos impõem informações equivocadas, cuja aceitação tem por base o medo de adoecer. Independentemente de adotarmos o veganismo, é bastante interessante compreender os fatores históricos, ecológicos e evolutivos, subjacentes à inclusão do leite e seus derivados nas dietas humanas2. As referências indicadas aqui e muitas outras evidenciam porque o leite não é saudável ou necessário hoje.
"Milk is murder"! Ou, por que um pedaço de queijo ou um "milkshake" valem mais do que a vida de Bento?
Essa é a pergunta que não quer calar. Por mais que se alegue que somos radicais em nossos questionamentos teóricos, o que importa é o que acontece na prática. E, na prática, saborear uma "pizza", ou uma sobremesa ao "creme de leite", é mais importante do que deixar Bento e seus irmãos viverem. Essa é uma das muitas "verdades inconvenientes" decorrentes de nossa relação especista com os outros animais. E aqui é bom pontuar: somos radicais sim, no que diz respeito a ir à raiz do problema. Mas não podemos aceitar o rótulo de radical como "postura extremada" ou "sem maleabilidade", porque extremados e inflexíveis são aqueles que se recusam a abolir hábitos que são - entre muitos outros aspectos - ética e ambientalmente injustificáveis. Consideramo-nos civilizados, mas quando nos comparamos com outras sociedades humanas que chamamos de "primitivas", constatamos que nenhuma delas jamais dispensou um tratamento tão cruel quanto o nosso para com os animais. O progresso que alcançamos é tão somente no plano técnico. No plano ético nosso progresso é mínimo, senão nulo.
Leites vegetais, leites legais! Viva a diversidade!
Para concluir, gostaria apenas de destacar que existe a possibilidade de tomarmos leites de arroz, gergelim, trigo, aveia, amêndoas, entre outros, que são muito saudáveis e não implicam o sofrimento de seres sencientes. Trocar o leite de vaca por leites vegetais é uma atitude muito legal! Não só porque aumentamos a diversidade de nutrientes que ingerimos e ajudamos a manter a diversidade na natureza, mas também porque são os únicos leites que respeitam rigorosamente a legislação que procura salvaguardar os animais não-humanos de danos e procedimentos cruéis.
* Alusão ao álbum "Meat is Murder", de 1985, da banda britânica "The Smiths". "Meat is Murder" lamenta em tom de luto a desnecessária morte de seres sencientes, isto é, aqueles capazes de experimentar alegria, dor, medo etc. A letra da música assume também um tom raivoso, ao colocar a culpa pelos assassinatos de animais inocentes diretamente no prato de quem os come: "A carne de peru ou novilha (vitela) que fritamos ou cortamos em pedaços não é suculenta ou saborosa, é uma morte sem motivo e morte sem motivo é assassinato". A letra termina com as perguntas: "Você sabe como os animais morrem? Quem ouve os gritos dos animais?"
Notas
1 Veja, por exemplo, "Consumo do leite de vaca: mitos e realidades", artigo da Dra. Denise Madi Carreiro, disponível em http://www.denisecarreiro.com.br/artigos_artigoleite.html
2 Para uma rápida revisão sobre o assunto procure na Internet "Lacticínios + Wikipédia" (item História). Para um maior aprofundamento recomendo, por exemplo, o capítulo que trata dos "lactófilos e lactófobos" (Lactophiles and Lactophobes: Milk Lovers and Milk Haters) no clássico livro "Good to eat - riddles of food and culture", do antropólogo Marvin Harris.
Bibliografia citada
KINGSNORTH, Paul. Mother's milk. The Ecologist, 31(5), junho, 2001: 38.
SINGER, Peter. Lá na fazenda industrial...In: Vida ética: os melhores ensaios do mais polêmico filósofo da atualidade. Tradução de Alice Xavier. Rio de janeiro: Ediouro, 2002: 83-94.
Texto reeditado. Adaptado (3ª versão) de "Carne de vitela: um caso de crime hediondo", artigo publicado no jornal A Notícia em 05/10/06.
Publicado na revista Pensata Animal em 27 de Junho de 2009: http://migre.me/O9dO
Paula Brügger
brugger@ccb.ufsc.br
Professora do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina onde ministra as disciplinas "Biosfera, sustentabilidade e processos produtivos", "Meio Ambiente e desenvolvimento? e "Gestão da sustentabilidade na sociedade do conhecimento". É graduada em Ciências Biológicas com especialização em Hidroecologia, Mestra em Educação e Doutora em Ciências Humanas - "Sociedade e Meio Ambiente". Atua na defesa dos animais e do meio ambiente e auxiliou diversas vezes o Ministério Público Federal na luta contra projetos de pseudodesenvolvimento que promovem exclusão social e a destruição da natureza. É autora dos livros Educação ou adestramento ambiental?, em 3ª edição, e Amigo Animal ? reflexões interdisciplinares sobre educação e meio ambiente: animais, ética, dieta, saúde, paradigmas. Coordena o projeto de educação ambiental "Amigo Animal", oferecido para as escolas da rede municipal como tema transversal. É coordenadora do Departamento de Meio Ambiente da "Sociedade Vegetariana Brasileira" (SVB). Atua principalmente nos seguintes temas: educação ambiental; interdisciplinaridade e paradigmas de ciência; desenvolvimento sustentável; relação dos seres humanos com os outros animais como relação sociedade-natureza.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Não como carne!!!

sexta-feira, 21 de maio de 2010
Abate humanitário??? Não a qualquer tipo de abate!!!
20/05/2010
Recebi por e-mail e por julgar o assunto muito importante, estou postando aqui onde os animais são as estrelas!
POR FAVOR, LEIA ATÉ O FIM: ÓTIMO TEXTO.
Abate humanitário
Sérgio Greif - sergio_greif@yahoo.com
O que nos querem dizer quando falam em abate humanitário?
De acordo com certa definição, abate humanitário é o conjunto de procedimentos que garantem o bem-estar dos animais que serão abatidos, desde o embarque na propriedade rural até a operação de sangria no matadouro-frigorífico.
Humanitário . . . bem-estar . . . palavras muito fortes e que não refletem o que realmente querem dizer. Termos como “humanitário” e “bem-estar” deveriam ser aplicados apenas nos casos em que buscamos o bem do indivíduo, e não para as situações em que procuramos matá-lo de alguma forma.
Quando enviamos ajuda humanitária à Africa não estamos enviando recursos para que os africanos possam se matar de uma forma mais rápida e menos dolorosa. Não estamos pensando: “Bem, aquele continente vive na miséria, cheio de fome, doenças e guerras, vamos resolver isso matando-os”. Ajuda humanitária significa alimentos, água, remédios, cobertores . . . intervenções realmente em benefício daqueles indivíduos.
Quando falamos em bem-estar social, bem-estar do idoso, bem-estar da criança, não estamos pensando em outra coisa senão proporcionar o bem a essas pessoas. Jamais pensamos em métodos de matá-los com menos sofrimento, porque isso seria o contrário de bem-estar, seria o contrário do que consideramos humanitário.
Por isso, quando escutamos alguém falar em “abate humanitário”, isso soa como um contra senso. A primeira palavra representa algo que vai contra os interesses do indivíduo e a segunda encerra um significado que atende aos seus interesses. Igualmente, a idéia de “bem-estar de animais de produção” é um contra senso, pois a preocupação com o bem-estar implica em preocupar-se com a vida, e não visar sua morte ou exploração de alguma forma.
Essas duas idéias - abate e humanitário - só se harmonizam quando a morte do animal atende aos seus próprios interesses, como no caso em que o animal padece de uma enfermidade grave e incurável e a continuidade de sua vida representa um sofrimento. Nesses casos, a eutanásia, dar fim a uma vida seguindo uma técnica menos dolorosa, pode ser classificada como humanitária, e uma preocupação com o bem-estar.
As organizações e campanhas que pregam pelo abate humanitário alegam que esse é um modo de evitar o sofrimento desnecessário dos animais que precisam ser abatidos. Mas o que é o “sofrimento necessário” e o que diz que animais “precisam ser abatidos”?
O abate de animais para consumo não é, de forma alguma, uma necessidade. As pes soas podem até comer carne porque querem, porque gostam ou porque sentem ser necessário, mas ninguém pode alegar que isso seja uma necessidade orgânica do ser humano.
Porém, se comer carne é hoje uma opção, não comê-la também o é. Se uma pessoa sinceramente sente que animais não devem sofrer para servir de alimento para os seres humanos, seria mais lógico que essa pessoa adotasse o vegetarianismo, ao invés de ficar inventando subterfúgios para continuar comendo animais sob a alegação de que esses não sofreram.
A insensibilização que antecede o abate não assegura que o processo todo seja livre de crueldades, especialmente porque o sofrimento não pode ser quantificado com base em contusões e mugidos de dor. Qualquer que seja o método, os animais perdem a vida e isso por si só já é cruel.
Caso todo o problema inerente ao abate de uma criatura sensível se resumisse à dor perceptível, matar um ser huma no por essa mesma técnica não deveria ser considerado um crime. Caso o conceito de abate humanitário fizesse sentido, atordoar um ser humano com uma marretada na cabeça antes de sangrá-lo e desmembrá-lo não seria um crime, menos ainda matá-lo com um tiro certeiro na cabeça.
Está claro que a idéia de abate humanitário não cabe, e nem atende aos interesses dos animais. Mas se não atende aos interesses dos animais, ao interesse de quem ele atende?
A questão é bastante complexa, porque envolve ideologias, forças do mercado, psicologia do consumidor e política, entre outros assuntos. O conceito de abate humanitário atende aos interesses de diferentes grupos (pecuaristas, grupos auto-intitulados “protetores de animais”, políticos, etc.) não necessariamente integrados entre si.
Pecuaristas tem interesse no chamado abate humanitário porque ele não implica em gastos para o produtor, mas investimentos que se revertem em lucros. A carne de animais abatidos “humanitariamente” tem um valor agregado. O consumidor paga um preço diferenciado por acreditar que está consumindo um produto diferenciado. Possuir um selo de “humanidade” em sua carne significa acesso a mercados mais exigentes, como o europeu. Além disso, verificou-se cientificamente que o manejo menos truculento dos animais reflete positivamente na qualidade do produto final, portanto, mudanças nesse manejo atendem aos interesses do pecuarista pois melhoram a produção e agregam ao produto.
Os chamados protetores de animais tem interesses no abate humanitário, mas não porque este é condizente com o interesse dos animais. Em verdade esses “protetores“ não se preocupam com animais, talvez sim com cães e gatos, mas não com animais ditos “de produção”. Esses “protetores de animais” não os protegem, eles os criam, depois os matam e depois os comem. Eles podem não criá-los nem matá-los, mas certamente os comem e mesmo quando não o fazem por algum motivo, não se opõe a que outros o façam.
“Protetores de animais” lucram com o conceito de abate humanitário, pois isso lhes rende a possibilidade de fazerem parte do mercado. Há entidades de “proteção” animal que se especializaram em matar animais. Sob a pretensão de estarem ajudando aos animais, elas mantém fazendas-modelo onde pecuaristas podem aprender de que forma melhorar sua produção de carne, leite e ovos e de que forma matar animais de uma maneira mais aceitável pelo ponto de vista do consumidor comum. Podem também lucrar servindo como consultores em frigoríficos.
Simultaneamente, essas entidades fazem propaganda no sentido de convencer o consumidor de que todo o problema relacionado ao consumo de carne encontra-se na procedência da carne, na forma como os animais são mortos, e não no fato de que eles são mortos em si. A fórmula é mu ito bem sucedida, pois essas entidades acabam gozando de bom prestígio entre pecuaristas e consumidores comuns, não se opondo a quase ninguém. Políticos vêem na aliança com essas entidades a certeza de reeleição, e por isso elas contam também com seu apoio.
Exercendo seu poder para educar as pessoas ao “consumo responsável” de carne, essas entidades não pedem que as pessoas façam nada diferente do que já faziam. Elas não propõe uma mudança de fato em favor dos animais, pois os padrões de consumo da população mantêm-se os mesmos e os animais continuam a ser explorados. A diferença está no fato de que essas campanhas colocam a entidade em evidência. A entidade se promove, deixando a impressão de que ela faz algo de realmente importante em nome de uma boa causa. Dessa forma as pessoas realizam doações e manifestam seu apoio, ainda que sem saberem ao certo o que estão apoiando.
Com a carne abatida de forma “humanitária”, o consumidor se sente mais a vontade para continuar consumindo carne, pois o incômodo gerado pela idéia de que é errado matar animais para comer é encobrida pela idéia de que, naqueles casos, os animais não sofreram para morrer. E o pecuarista lucra mais porque pode cobrar um preço maior por seus produtos, bem como colocar seus produtos em mercados mais exigentes.
De toda forma, os interesses desses grupos não coincide com os interesses dos animais, e por esse motivo não faz sentido que esses grupos utilizem nomenclaturas tais como como 'bem-estar' e 'humanitário', que podem vir a dar essa impressão.
Entidades que promovem o abate humanitário não protegem animais, mas sim promovem sua exploração. Elas estão alinhadas com os setores produtivos, que exploram os animais e não com os animais. Se elas protegessem animais trabalhariam pelo melhor de seus interesses. Seriam eles mesmos vegetarianos e não consumido res de carne. No entanto, adotando sua postura e sua retórica, não desagradam a praticamente ninguém, e dessa maneira enriquecem e ganham influência.
Entidades que realmente promovem o bem dos animais se esforçam em ensinar às pessoas que animais jamais devem ser usados para atender às nossas vontades. Elas devem se posicionar de forma clara a mostrar que comer animais não é uma opção ética, e que não importa que métodos utilizemos de criação e abate, isso não mudará a realidade de que animais não são produtos e que o problema de sua exploração não se limita à forma como o fazemos.
Ainda que uma campanha pelo vegetarianismo provavelmente conte com menos popularidade e menor adesão da população, até porque isso demanda uma mudança verdadeira na vida das pessoas, certamente uma campanha nesse sentido atende ao interesse real dos animais.
Ainda que reconhecendo que abater animais com menos crueldade seja menos ruim do que abatê-los com mais crueldade, repudiamos que o abate que envolve menor crueldade seja objeto de incentivo. Eles não deveriam ser incentivados, premiados, promovidos ou elogiados, porque um pouco menos cruel não é sinônimo de sem crueldade, e só porque é um pouco mais controlado não quer dizer que é certo ou correto.
Cortar os rabinhos traz beleza?
Para mim, isso é mutilação!
Estes amigos gostam dos animais e eu os amo por isso!
Eu adoro os meus blogs!!!





















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